30 de Agosto de 2010
24 de Agosto de 2010
16 de Agosto de 2010
9 de Agosto de 2010
3 de Agosto de 2010
19 de Julho de 2010
12 de Julho de 2010
5 de Julho de 2010
28 de Junho de 2010
21 de Junho de 2010
14 de Junho de 2010
7 de Junho de 2010
24 de Maio de 2010
17 de Maio de 2010
14 de Maio de 2010
11 de Maio de 2010
10 de Maio de 2010
4 de Maio de 2010
3 de Maio de 2010
26 de Abril de 2010
19 de Abril de 2010
13 de Abril de 2010
5 de Abril de 2010
29 de Março de 2010
22 de Março de 2010
15 de Março de 2010
8 de Março de 2010
2 de Março de 2010
22 de Fevereiro de 2010
17 de Fevereiro de 2010
8 de Fevereiro de 2010
6 de Dezembro de 2009
Homepage . Notícias . Terapia fotodinâmica na Medicina Dentária
Terapia fotodinâmica na Medicina Dentária
Print
17 de Fevereiro de 2010

>

A terapia fotodinâmica, normalmente usada para o tratamento de alguns tipos de cancro superficiais, também pode ser usada para combater fungos e bactérias, tornando-se assim mais uma aliada no tratamento dentário. Na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, um estudo inédito pretende usar a terapia fotodinâmica para controlar a desmineralização dentária por meio do combate a micro-organismos como o Streptococcus mutans, responsável pela cárie.

O autor do trabalho é o odontopediatra Thiago Cruvinel da Silva, pesquisador da FOB que actualmente realiza os seus estudos de doutoramento na Academisch Centrum Tandheelkunde Amsterdam (ACTA), na Holanda.

A terapia fotodinâmica — também chamada de PDT (sigla em inglês para Photodynamic Therapy) — consiste em usar uma substância química capaz de deixar a bactéria sensível à luz (fotossensibilizador). O fotossensibilizador interage com o micro-organismo e depois a luz entra em acção, matando-o. Cruvinel utiliza como fonte de luz um LED (sigla em inglês para Light Emitting Diode, ou Diodo Emissor de Luz) que produz a cor vermelha.

Biotable
O equipamento usado para emitir o LED foi especialmente desenvolvido para esta pesquisa pelo professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. "O professor Bagnato já patenteou este equipamento, que recebeu o nome de Biotable, e outros pesquisadores já o estão a utilizar em outros centros no Brasil", informa Cruvinel.

A cor vermelha do LED foi usada, segundo o pesquisador, pois cada agente fotossensibilizador responde melhor a um determinado comprimento de onda de luz. "Estou a trabalhar com um fotossensibilizador produzido na Rússia, chamado Photogem, derivado de hematoporfirina, e ele responde bem à luz vermelha", explica Cruvinel. "A vantagem de usar fotossensibilizadores derivados de hematoporfirina é que eles foram os primeiros a serem aprovados por órgãos como a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, para serem utilizados em terapia fotodinâmica", completa.

O odontopediatra conta que os primeiros testes demonstraram que este equipamento foi eficaz no controlo de Streptococcus mutans e Enterococcus faecalis, bactérias previamente crescidas sobre superfícies de dentes bovinos. Sobre o modo como a bactéria morre, Curvinel explica que "depois de aplicar a luz, o fotossensibilizador estimula a produção de radicais livres no local. Eles são os responsáveis por gerar stress na bactéria, até à sua morte".

O próximo passo da pesquisa é tranferir os estudos para um modelo chamado Rob´s Model, desenvolvido por Rob Exterkate, pesquisador da Academisch Centrum Tandheelkunde Amsterdam. O Rob's model é composto por uma placa de aço onde são inseridos 24 espécimes (dentes bovinos) em peças fixadas à placa. Assim é possível ter em laboratório condições similares às encontradas na boca humana. "Pretendemos estudar a terapia fotodinâmica também em microcosmos bacterianos, que simula todas as bactérias que estão presentes na saliva das pessoas", conta. Isso poderá ser feito inserindo o Rob´s model dentro da Biotable.

Testes laboratoriais
O pesquisador lembra que apesar de a terapia fotodinâmica já estar a ser usada para tratar alguns tipos de cancro em hospitais do Brasil, ainda é preciso realizar inúmeros testes para usá-la em tratamentos médico-dentários. "Esta terapia ainda está a ser testada basicamente em laboratório. Existem muito poucos estudos clínicos, até mesmo para definirmos como os agentes [luz e agentes fotossensibilizantes] trabalham e qual a sua segurança", ressalta.

De acordo com o odontopediatra, existem outras questões envolvidas no trabalho como, por exemplo, saber se a terapia fotodinâmica pode causar algum dano à polpa dentária ou quais os parâmetros mais adequados para controlar as bactérias. "Existem alguns periodontologistas que já estão a utilizar a PDT no consultório. Porém, não existem estudos suficientes principalmente sobre a eficácia e segurança da técnica", conta. Cruvinel acredita que em quatro ou cinco anos estarão disponíveis os primeiros resultados bem confiáveis sobre como utilizar esta técnica sem grandes riscos e obtendo os melhores resultados. "Desta forma, acredito que a PDT poderá ser rapidamente difundida e de uso comum nos consultórios", pondera.

O doutoramento de Cruvinel tem orientação da professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado e co-orientação da professora Marília Afonso Rabelo Buzalaf, além da participação do professor Vanderlei Salvador Bagnato. Na ACTA, o trabalho tem a co-orientação do professor Jacob Martien ten Cate. A defesa da pesquisa deverá ocorrer em meados de 2011.

Fonte: Agência USP (texto e imagem)
 

Topo
Realize a sua marcação com todo
conforto, rapidez e segurança
Marcações
Qualquer esclarecimento
que precise, contacte-nos
telefone
212 445 846
e-mail
Checkup Dentário
Promoções
Profissionais de saúde aprendem a tratar a dor na prática clínica
Com o objectivo de melhorar os seus conhecimentos sobre o controlo da dor na prática clínica di (...)
Saúde oral dos adolescentes portugueses é deficiente
Entre os adolescentes portugueses, 20 por cento não escovam os dentes diariamente e só um em cada (...)
Mantenha-se actualizado sobre
todas as nossas novidades,
promoções e muito mais.
W3C Validator Youtube Twitter Facebook